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1.º WORKING-DAY «PLATAFORMA PELA VALORIZAÇÃO ECONÓMICA DA BICICLETA» (29 Novembro)

Quarta-feira, 13.11.13

 

 

A Universidade de Aveiro e a ABIMOTA assinaram recentemente um protocolo de colaboração que visa a promoção da bicicleta na sua dimensão social, económica e territorial. Organizaram, nesse âmbito, um primeiro evento em Setembro onde procuraram reflectir sobre a oportunidade de promover o valor económico da bicicleta, enquadrado nas competências da UA e nas oportunidades de I&D do novo quadro financeiro europeu 2014-2020. As comunicações do evento estão disponíveis em http://valoreconomicodabicicleta.blogs.sapo.pt/.

 

Aproveitando o encerramento do Projecto «Mobilidade Suave» que a ABIMOTA está a desenvolver, a UA e a ABIMOTA entenderam que poderia ser interessante organizar um segundo evento no próximo dia 29 de Novembro, o 1.º WORKING-DAY «PLATAFORMA PELA VALORIZAÇÃO ECONÓMICA DA BICICLETA».

 

A filosofia deste segundo evento é um pouco diferente do anterior, será menos palestra e mais sessão de trabalho. Como poderão constatar pelo programa que anexamos, cada painel será uma mesa-redonda com convidados, um relator e um moderador com um conjunto de questões de reflexão que servirá de mote à conversa. Pretendemos com este modelo evitar a replicação de apresentação de ‘casos’ (que a ‘comunidade ciclável’ já conhece) e motivar o desenho de um diagnóstico comum que talvez nos possa ajudar a conceber algumas linhas acção conjuntas para o futuro. 

 

As inscrições podem ser feitas através de endereço: valoreconomicodabicicleta@gmail.com. Solicitamos envio de seguinte informação: nome/entidade/email/contacto telefónico. Se desejar almoçar (preço 6,5€) indique na mensagem. Inscrições limitadas à lotação da sala.

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Lançamento do livro 'A cidade na encruzilhada'

Segunda-feira, 28.10.13

 

Confirmação de presença através de: aveirocidadeuniversidade@gmail.com

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DEMOSPIN

Sábado, 26.10.13

O projeto DEMOSPIN coordenado pelo Prof. Eduardo Anselmo Castro do DCSPT da UA e elaborado pelas universidades da Beira Interior, Aveiro e Coimbra e pelos institutos politécnicos de Castelo Branco e Leiria em destaque hoje no EXPRESSO



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MYTHS AND INCONVENIENT TRUTHS ABOUT RESEARCH AND LOCAL ECONOMIC DEVELOPMENT POLICY

Segunda-feira, 21.10.13

A equipa do Projeto “Alianças Territoriais para a Inovação”, desenvolvido no âmbito da Unidade de Investigação GOVCOPP na Universidade de Aveiro, gostaria de o convidar a participar no seminário

 

 “MYTHS AND INCONVENIENT TRUTHS ABOUT RESEARCH AND LOCAL ECONOMIC DEVELOPMENT POLICY

 

a decorrer no próximo dia 24 de Outubro pelas 14h30 no Anfiteatro do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (sala 12.2.1).

 

Este evento contará com a presença do orador convidado Professor Gioacchino Garofoli, Professor Catedrático da Universidade de Insubria (Itália), especialista nos domínios do Desenvolvimento Económico Local e Inovação (mais informações sobre o orador em):

http://www.uninsubria.eu/research/de/cv_Garofoli.htm

Nesta sessão teremos ainda a oportunidade de assistir à apresentação do livro "Development on the Ground: Clusters, Networks and Regions in Emerging Economies" (Routledge), editado por Allen J. Scott e Gioacchino Garofoli.

Considerando a natureza desta sessão, ela será aberta a todos os interessados. Assim ficaríamos gratos se a divulgassem junto de colegas e estudantes. Face à necessidade de adequar o espaço à audiência prevista, agradeceríamos se confirmassem a sua participação para um dos seguintes e-mails: luismota@ua.pt ou mfcalvache2013@ua.pt.

Teríamos muito gosto na sua participação. Solicitamos que nos confirme a sua presença.

Para qualquer informação adicional, não hesite em contactar.

Saudações Cordiais,

A Coordenação da Equipa do Projeto “Alianças Territoriais para a Inovação”

Artur de Rosa Pires

Filipe Teles

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VÍDEOS e COMUNICAÇÕES da CONFERÊNCIA 'EUROPA 2020'

Segunda-feira, 08.07.13

RESPIGOS

VÍDEOS e COMUNICAÇÕES da CONFERÊNCIA 'EUROPA 2020' (UA, 5 JULHO)

disponíveis em http://conferenciapru.blogs.sapo.pt/

 

 

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Conferência 'Europa 2020'

Sexta-feira, 05.07.13

 

Conferência Internacional «Europa 2020 - Retórica, discursos, políticas e práticas»

5 e 6 Julho 2013 – Universidade de Aveiro

https://www.facebook.com/groups/europa2020/

http://www.ua.pt/ConferenciaPRU_Europa2020/

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CRÓNICA #07 DA - Reabilitação Urbana, tem que ser e que seja agora.

Segunda-feira, 17.06.13

artigo de opinião de Jorge Carvalho, docente do DCSPT

Email: jcarvalho@ua.pt

 

 

Quando confrontado com uma qualquer perspetiva coletiva de desenvolvimento, o crescimento edificatório ocorrido nos últimos 30 anos em Portugal revela-se absurdo.

O número de alojamentos cresceu 2,5 milhões, enquanto o aumento do número de famílias pouco ultrapassou 1 milhão. Investiu-se quase apenas em edifícios novos, enquanto na média europeia o investimento em reabilitação e renovação representou 60%.

Desbaratou-se uma enorme fatia das nossas poupanças em bens que geraram emprego, mas não riqueza, e que agora se revelam excessivos e até, em parte, inúteis. Entretanto, deixou-se ao abandono património localizado em áreas bem servidas por infraestruturas e equipamentos, numa exibição de enorme desperdício, prejudicando fortemente a qualidade do ambiente urbano de vizinhança.

Tudo isto demonstra a falta de racionalidade do mercado imobiliário, mas também a falta de eficácia da Administração Pública, a quem cabe o dever de ordenamento do território. Este caminho não poderia continuar indefinidamente. Já quase todos vão compreendendo que o futuro tem que passar pela reabilitação urbana.

A atual crise económica e financeira põe essa necessidade ainda mais em evidência mas, por outro lado, cria dificuldades à sua concretização. Hoje os recursos são muito escassos, pelo que a reabilitação só irá acontecer se forem desenvolvidas políticas públicas que mobilizem e articulem capitais privados e públicos, na lógica do “muitos poucos fazem muito”. Para tal há que adotar políticas convergentes e complementares, de âmbitos nacional e local, mobilizando um leque de instrumentos de incentivo e de pressão sobre proprietários, promotores e utilizadores. Não basta “pregar” a reabilitação, é necessário que a reabilitação se torne de facto vantajosa para todos, ao contrário do que aconteceu nas últimas décadas.

Esperamos ter a oportunidade de divulgar, em breve, uma proposta concreta neste sentido, que elaborámos para a Avenida Lourenço Peixinho e que poderá ser estendida a toda a Área Central de Aveiro. É conhecido, tendo sido amplamente discutido, o projeto base que elaborámos para o espaço público da Avenida, visando sobretudo o reforço da sua função pedonal. Em seu complemento, apresentámos recentemente uma proposta com vista à reabilitação dos edifícios, que passa pela delimitação de uma “Área de Reabilitação Urbana” e pela consequente utilização de todos os instrumentos para tal previstos no quadro legalem vigor. Dedestacar, entre as propostas apresentadas, uma fiscalidade sobre o imobiliário que incentive a reabilitação e penalize a degradação e o abandono e a adoção de mecanismos perequativos (edifícios que possam crescer a compensar e subsidiar a reabilitação dos que deverão ser conservados).

Esperamos, então, voltar a este assunto num futuro próximo, no quadro da discussão púbica de uma proposta de intervenção municipal de Reabilitação Urbana, neste caso com incidência em Aveiro, mas cuja filosofia pode ser aplicada em muitos outros locais.

 

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CRÓNICA #06 DA - Planear a cidade com ou sem os cidadãos?

Segunda-feira, 17.06.13

Turbulência, volatilidade e imprevisibilidade são frequentemente referidos como desafios a enfrentar pelo planeamento, seja ele empresarial ou territorial. Em função disso, nas últimas duas décadas, a intervenção urbana foi capturada pela noção de competição interterritorial e, a coberto desta, iniciou-se um novo ciclo de políticas de cidade.

Este ciclo esteve associado à preparação de planos estratégicos e visões integradas. Trouxe para a discussão o papel das centralidades urbanas na dinamização das envolventes territoriais, mas também a articulação de escalas e de redes materiais e imateriais, de geometria variável. A flexibilidade procurou-se através de uma intervenção mais proactiva, de dinamização socioeconómica e de atração de investimento, congregando agentes públicos e privados e redescobrindo e recombinando recursos e vontades locais e regionais. A ideia foi também a de ativar o debate público sobre as aspirações dos cidadãos relativamente ao destino das suas localidades.

No entanto, este referencial de estratégia local integrada foi-se perdendo e privilegiou-se progressivamente a ideia do projeto urbano de alguma envergadura, associado a uma ideia de espectacularidade urbana fragmentada e fragmentária. Sem negar a importância das transformações que algumas destas intervenções proporcionaram nas nossas cidades, ao longo do tempo foi-se perdendo a noção do todo. Raramente as redes de cooperação interterritorial foram dinamizadas. Paralelamente foi-se esboroando a importância de envolver os cidadãos no debate.

Em Portugal, depois de Évora e de Lisboa, um número significativo de municípios procurou no plano estratégico o referencial para a acção. Aveiro não foi excepção e elaborou o seu plano estratégico em 1997, que procurou dinamizar a participação dos cidadãos, coletividades e agentes locais. Depois veio o Programa POLIS que ofereceu pouco mais do que a transformação física de pedaços da cidade, no qual foi a sobretudo a boa vontade de autarcas e técnicos que assegurou um mínimo de participação cívica na discussão. O POLIS XXI, que em Aveiro se traduziu na preparação e implementação de uma Parceria para a Regeneração Urbana - Parque Urbano da Sustentabilidade - tem na sua base alguns pressupostos que pretendem regressar a uma matriz mais participativa, sem contudo considerar a participação dos cidadãos essencial. Acresce que estas parcerias foram recentemente substituídas por um programa de Reabilitação Urbana que considera que, por motivos de eficiência, a consulta pública não é exigível.

Perante este tipo de abordagem as questões sobre a importância que os cidadãos têm na definição do futuro das cidades e municípios que habitam agudizam-se: que importância têm vontades e conhecimento não técnico na discussão do futuro coletivo ao nível local? Quem define os critérios para promover e aprovar estes projetos urbanos e onde se prevê o espaço para debater localmente uma candidatura antes de esta se realizar? Há um conjunto de preocupações associadas a estes instrumentos que representam valores que o sistema pretende promover - que valores são estes e como é que a população é chamada a pronunciar-se sobre eles? Se não há participação pública nestes projetos, com que legitimidade se sobrepõem estes aos instrumentos de planeamento em que a mesma ocorreu?

Estas são apenas algumas das questões que nos deviam inquietar sobre como queremos pensar coletivamente o futuro das nossas cidades e municípios.

Fernando Nogueira

Docente e investigador do Departamento de Ciências Sociais Políticas e do Território, da Universidade de Aveiro

f.nogueira@ua.pt

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CRÓNICA #05 DA - O (des)ordenamento das cidades, artigo João Marques

Quinta-feira, 09.05.13

 

CRÓNICA #05  D.A.

 

As cidades estão em permanente transformação, pela forma como estas se articulam num sistema urbano à macroescala, assim como pelo modo como as diversas partes da cidade se vão construindo e (des)articulando entre si. As transformações urbanas mais marcantes têm resultado num processo de descentralização territorial de diversas funções e actividades típicas dos centros urbanos (emprego, habitação, comércio etc.). Os padrões de mobilidade, causados pelo desenvolvimento de novos sistemas de transporte e comunicação, entre outros factores, têm transformado as relações sociais e territoriais; cidades caracterizadas por serem compactas e contínuas têm vindo a ser transformadas em áreas urbanas fragmentadas e dispersas, onde assentamentos urbanos emergentes interpenetram com áreas agrícolas e florestais, transformando solo rural em espaços para construção e expansão. 

A noção de crescimento disperso tem associado a si um conjunto de contradições. Ainda que esteja implícito um controlo político insuficiente, não planeado, descontrolado e desordenado, tal pode não ser absolutamente verdade, uma vez que os municípios são responsáveis pela promoção de políticas de expansão urbana com o objectivo de atrair novos habitantes, feita através da disponibilização de solo urbanizável a um custo mais baixo quando comparado com áreas urbanas já consolidadas. Há, contudo, um consenso generalizado, de que a expansão urbana é reforçada por um crescente aumento da utilização do automóvel, sem o qual a ideia de viver na periferia não seria tão atraente. Esta dependência resulta de um círculo vicioso: o automóvel molda as morfologias urbanas de ocupação do território e faz estas depender do automóvel.

A dispersão territorial é dispendiosa e associada a si aspectos negativos, essencialmente: devido ao consumo excessivo de solo, impondo uma espiral interminável de custos para os municípios pela prestação de serviços e infra-estruturas que este têm que assegurar para novas áreas de expansão; devido ao congestionamento de tráfego resultante do aumento das deslocações e consequente aumento da poluição atmosférica, e outros riscos associados à mobilidade; e finalmente, devido a segmentação e segregação social e económica que resulta da procura de solo, por parte de famílias e actividades, longe do centro da cidade onde o preço do solo é mais baixo. Acresce que, os processos de terciarização fazem aumentar a renda fundiária nos centros da cidade levando a que as funções residenciais e as actividades mais tradicionais abandonem zonas centrais da cidade, intensificando o declínio urbano.

A baixa taxa de crescimento demográfico (que só não é mais acentuada porque tem sido compensada pelo balanço migratório, situação que está a alterar-se) e o número elevado de alojamentos por família,  1,45 (dos mais elevados da europa), não fazem antever, justificadamente, expansões desenfreadas de novas construções habitacionais, e desta forma, é preciso estar consciente de que o aumento da população em zonas periféricas acontece em detrimento de processos de desertificação dos centros urbanos. A manta é curta e vai ser cada vez mais curta…não se pode querer sol na eira e chuva no nabal, tapando de um lado destapa do outro.

Não é aceitável incentivar a dispersão ao mesmo tempo que se aposta em processos de reabilitação dos centros urbanos. Não é razoável existirem áreas permissíveis para construção que permitem albergar infinitas vezes a população existente ao mesmo tempo que se quer fixar e atrair residentes para os centros das cidades. Não é justificável que se permita a instalação de grandes equipamentos comerciais quanto se quer revitalizar o comércio tradicional. Não se percebe como é que se rasgam vias de comunicação de acesso às cidades sem se criar condições de acessibilidade (por ex.: estacionamentos e intermodalidade). Assim, uma política urbana eficaz e consequente tem de assentar em opções estratégicas claras: consolidar ou expandir; reabilitar ou favorecer o policentrismo; especializar ou diversificar, isto é,… ou sol ou chuva.  

João José Lourenço Marques

Docente e investigador do Departamento de Ciências Sociais Políticas e do Território, da Universidade de Aveiro

Email: jjmarques@ua.pt 

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